Infarto feminino - 7 sintomas silenciosos + 4 dicas de como evitar um infarto

 


No Brasil, eventos e doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 32% dos óbitos anuais, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Estima-se que, em média, 40 pessoas morrem por hora devido a problemas no coração e cerca de 300 mil brasileiros são afetados por isso. Esse estudo também aponta que o infarto é um dos eventos que lidera as estatísticas. Anualmente, ocorrem cerca de 400 mil infartos, sendo que há 1 óbito entre cada 5 a 7 indivíduos infartados. Infelizmente, 50% morrem antes de receber atendimento ou chegar ao hospital. Devido à gravidade desse problema, é fundamental conhecê-lo e se informar sobre as formas de evitá-lo. Leia o artigo e saiba como prevenir o infarto e quais são as características desse quadro agudo.



O que é infarto?

O coração é um órgão formado por músculos que bombeiam sangue incansavelmente. Para tanto, é fundamental que ele seja alimentado com nutrientes e receba oxigênio, o que é feito por meio da corrente sanguínea. O infarto, ou ataque cardíaco como é popularmente chamado, acontece quando o suprimento de sangue é suspenso por um tempo prolongado. A falta de subsídios faz com que o músculo cardíaco sofra necrose, ou seja, morra e perca suas funções.

Normalmente, esse problema afeta somente uma ou duas paredes do coração, enquanto as outras continuam com o seu funcionamento normal. O problema é que, dependendo do local ou locais afetados, o coração não conseguirá funcionar adequadamente, acarretando problemas de circulação definitivos para a pessoa.

Um infarto pode ser assintomático e passar despercebido para a pessoa. Quando há sintomas, os mais comuns são dores no peito que irradiam para a mandíbula ou para o braço, suor frio, fraqueza, palpitação, falta de ar, ansiedade, desmaio e tontura.


7 Sintomas do infarto feminino


1 - Insônia 

A insônia e os contínuos transtornos do sono podem resultar de fatores como o excesso de trabalho, o estresse e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos.

No entanto, na mulher, ela pode se manifestar por mudanças na atividade hormonal e etapas iniciais de doenças cardiovasculares.

Desse modo, entre os casos de infarto feminino analisados nas últimas décadas, mais da metade das afetadas apresentaram este sintoma.



2 - Dificuldades respiratórias

Antes de tudo, as mulheres que experimentam tosse e sensação de falta de ar repentina sem estar passando por uma doença respiratória devem consultar um médico imediatamente.

O surgimento desta sintomatologia, especialmente em atividades cotidianas, é comum entre aquelas que correm risco de sofrer um infarto.


3 - Acidez e refluxo ácido

O excesso de produção de sucos ácidos no estômago, assim como o refluxo ácido, costumam provocar uma sensação de ardor na parte superior do abdômen e do peito, similar ao que acontece durante um infarto.

Embora nem todos os casos levem a esta grave doença, a verdade é que seu surgimento recorrente deve ser avaliado, pois pode ser um sinal inicial de um ataque cardíaco nas mulheres.



4 - Cansaço incomum

A fadiga, ou a sensação de cansaço, costuma se relacionar com os problemas de sono, o uso de alguns medicamentos e o estresse, por exemplo.

No entanto, quando se transforma em algo recorrente e sem razão aparente, pode estar nos alertando a respeito de uma dificuldade circulatória e cardíaca.

A obstrução das artérias coronárias impede um fluxo sanguíneo correto desde o coração; em outras palavras, dificulta o processo de oxigenação das células, do cérebro e dos músculos.

Além disso, dado que o coração tem que trabalhar mais, aumentam a pressão arterial e o risco de infarto feminino.


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5 - Suor frio e enjoos 

Suar frio durante as atividades cotidianas ou no período de descanso é um sinal inicial de infarto feminino.

Embora, assim como acontece com os outros sintomas, isso possa acontecer por muitos motivos, não custa nada considerar a hipótese de que tenha a ver com esta patologia.

Seu surgimento se deve aos esforços realizados pelo corpo para manter sua temperatura, já que esta apresenta desequilíbrios pelo esforço exagerado que o músculo cardíaco está realizando.

Por sua vez, as dificuldades do fluxo sanguíneo retardam o processo de oxigenação celular, causando enjoos e mal-estar.


6 - Ansiedade repentina

A ansiedade inexplicável é um sintoma ao qual devemos dar importância, sobretudo se acompanhada de pontadas ou sensação de vertigem. Muitos dos casos de mulheres vítimas do infarto de miocárdio apresentaram este sintoma nas horas prévias ao ataque. Por outro lado, tanto a ansiedade quanto o estresse aumentam o risco de pressão alta e, portanto, de infarto.



7 - Dor nos braços e no pescoço

As dores nas articulações, no pescoço e na mandíbula são comuns nas mulheres com problemas cardiovasculares, comprometendo o músculo cardíaco.

São mais comuns nas mulheres do que nos homens, embora estes últimos também possam apresentá-las, ainda que em menor medida.

A manifestação da dor ocorre de forma gradual e repentina, e pode remitir um pouco antes de um ataque contundente.

Embora todos os sintomas mencionados possam surgir por inúmeros motivos, sempre é necessário fazer uma avaliação médica; pois assim podemos descartar problemas graves ou complicações, como é o caso do infarto feminino.

Sendo assim, adotar hábitos saudáveis e controlar o colesterol e a pressão é determinante para reduzir o risco de infarto.


Como prevenir o infarto

Existem algumas maneiras de evitar problemas cardíacos, e nós listamos as mais importantes a seguir. Acompanhe!


1 - Capriche na alimentação

Atualmente, a maior causa de infartos é a aterosclerose. Essa doença é caracterizada pela deposição de placas de gordura nos vasos, o que diminui o espaço para a passagem de sangue e torna mais fácil a sua obstrução. Além disso, a gordura na parede deixa a artéria mais rígida, impedindo que ela se expanda se for necessário. Dentre as mudanças necessárias na alimentação, a menor ingestão de gordura e de sal está entre as principais. Isso porque o sal aumenta a pressão arterial — o que pode propiciar eventos cardíacos.


2 - Faça exercícios físicos

Fazer atividades físicas é benéfico para todas as idades e para a prevenção de qualquer doença. Contudo, antes de começar a praticá-las, é importante que a pessoa procure um médico, a fim de fazer exames para atestar a saúde e receber orientações sobre qual é a melhor opção de exercício. Realizar caminhadas de 30 minutos 4 vezes na semana é bastante tolerado e potencialmente sem riscos, por exemplo.


3 - Cesse o tabagismo

O cigarro aumenta as chances de ter um infarto, inclusive naquelas pessoas que já tiveram um evento. Isso porque as substâncias presentes nele facilitam a aderência da gordura, formando as placas de aterosclerose. Além disso, a formação de coágulos é mais frequente nos tabagistas. Normalmente, essa é a causa do infarto, visto que o coágulo fica preso no pequeno espaço de circulação do sangue nas artérias com placas de gordura.


4 - Vá ao médico rotineiramente

Algumas vezes o infarto é assintomático, e a pessoa nem sabe que sofreu um. Dessa forma, é fundamental ir ao médico para fazer consultas e exames regulares para diagnosticar o problema e prevenir outros eventos. Além disso, nesses encontros é possível tratar as condições que propiciam um infarto, como a hipertensão arterial e as altas concentrações de gordura no sangue. 

O ideal é se consultar com um cardiologista ou clínico geral.

E então, entendeu o que é e como prevenir o infarto? Esse evento agudo é muito comum e grave, mas, com medidas de prevenção adequadas, é possível ter uma vida saudável e com poucas chances de tê-lo.

Fonte: www.melhorcomsaude.com.br e www.boaconsulta.com, imagens da internet.

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